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Aprovado Projeto de Indicação do deputado Raimundo Santos que cria adicional a militares que desenvolvem atividades de mergulho de resgate no Pará

Os miliares do Corpo de Bombeiros que exercem atividades de mergulhadores em todo o território paraense, tiveram aprovados na manhã desta quarta- feira (14/06), no plenário da Assembleia Legislativa, o adicional da compensação orgânica para os que desenvolvem atividades hiperbáricas, que são atividades de mergulho de resgate. O Projeto de Indicação 13/2016 , de autoria do deputado Raimundo Santos, foi aprovado por unanimidade em redação final.  Agora, o projeto segue para a sanção do governador.

A aprovação da proposta, cria o adicional de compensação orgânica para os profissionais que praticam atividades de mergulho de resgate e visa compensar os militares que realizam esses serviços, em função dos desgastes orgânicos decorrentes das variações barométricas e pela situação crítica em que são expostos.  O adicional proposto é de 10% sobre os vencimentos e será incorporado à remuneração por ano de atividade.

Segundo dados apresentados pelo autor da proposição, as estatísticas de óbitos por alagamentos no Pará nos últimos três anos, somam  446 vítimas, sendo que no primeiro semestre deste ano, 43 pessoas sofreram afogamentos, levando à óbitos.  “Acima desses profissionais existem muitas águas e muita pressão que provocam perigoso a eles. É uma das atividades mais perigosas do planeta. O Pará é um dos precursores em realizar cursos que se espalharam para a região norte. Esse projeto vai dar um a resposta a esses salva vidas e incentivar novos profissionais a trabalharem muito mais seguros”, justificou, Raimundo Santos.

No Pará, existem 98 mergulhadores, e 38 exercem a atividade. Para o Capitão Bombeiro Militar, Leonardo Sarges, que acompanhou a votação em plenário, junto com outros profissionais da Corporação, a aprovação representa valorização e direitos garantidos. “O adicional proposto vai compensar os riscos que sofremos no nosso organismo durante a atividade hiperbárica que realizamos. Ela vai valorizar a atividade e garantir os direitos que temos de ter o ressarcimento desses danos sobre as nossas vidas”, destacou.

REALIDADE LOCAL – O Pará foi o precursor em realizar o primeiro curso de mergulho de resgate da região norte, em 1982, ofertado pela Marinha, após o naufrágio do navio Sobral Santos II, em 1981, que vitimou 357 pessoas. O caso ficou conhecido como o “Titanic da Amazônia”.

MERGULHO DE RESGATE – É uma atividade de operação subaquática que visa prestar socorro, resgate e busca de pessoas, objetos e corpos submersos no mar, rios, lagos, lagoas, represas, igarapés, açudes, piscinas, poços e similares. A atividade é desenvolvida por militares habilitados e qualificados por meio de cursos de especialização de mergulho autônomo de resgate.

Texto: Mara Barcellos

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